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EUA propõem nova tarifa sobre produtos brasileiros e de outros 59 países

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou uma proposta para aplicar tarifas adicionais sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil. A medida prevê uma taxa extra de...

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Barueri 360

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou uma proposta para aplicar tarifas adicionais sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil. A medida prevê uma taxa extra de 12,5% para produtos brasileiros e faz parte de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado nas cadeias produtivas globais.

Segundo o órgão norte-americano, a justificativa é que alguns países não adotam medidas suficientes para impedir a comercialização de produtos fabricados com mão de obra forçada, o que, na avaliação do governo dos Estados Unidos, cria distorções e restrições ao comércio internacional.

A proposta está fundamentada nas investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O mecanismo permite ao governo norte-americano investigar e aplicar sanções comerciais contra países cujas práticas sejam consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses econômicos do país.

A iniciativa integra os esforços da administração do presidente Donald Trump para restabelecer tarifas emergenciais que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro deste ano.

Além do Brasil, outros 44 países foram incluídos na proposta de tarifa adicional de 12,5%. Já Canadá, México, União Europeia, Reino Unido, Argentina, Indonésia, Malásia, Taiwan, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, Guatemala e Paquistão poderão ser alvo de uma tarifa de 10%, conforme informou o USTR.

Antes de uma decisão definitiva, o órgão abriu um período de consulta pública. Interessados poderão enviar comentários sobre a proposta até o dia 6 de julho. Uma audiência pública para discutir o tema está marcada para 7 de julho.

Caso sejam aprovadas, as novas tarifas poderão afetar o fluxo comercial entre os Estados Unidos e dezenas de parceiros econômicos, incluindo o Brasil, que mantém relações relevantes de exportação com o mercado norte-americano.

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