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Como escolher um ovo de páscoa mais saudável? Veja o que observar no rótulo

Nem sempre o ovo de Páscoa mais chamativo nas prateleiras representa a melhor escolha do ponto de vista nutricional. Em meio a opções recheadas, drageadas e com forte apelo ao consumo, a composição dos produtos...

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Barueri 360

Nem sempre o ovo de Páscoa mais chamativo nas prateleiras representa a melhor escolha do ponto de vista nutricional. Em meio a opções recheadas, drageadas e com forte apelo ao consumo, a composição dos produtos pode variar significativamente — e a leitura atenta do rótulo é fundamental para identificar diferenças de qualidade.

Informações como o teor de cacau, a ordem dos ingredientes e o tipo de gordura utilizado ajudam a distinguir chocolates mais puros de itens classificados como ultraprocessados. Especialistas apontam que esses elementos são mais confiáveis para avaliação do produto do que a própria apresentação da embalagem.

A lista de ingredientes, em especial, oferece um retrato mais fiel da composição. De acordo com as regras de rotulagem, os itens devem ser apresentados em ordem decrescente de quantidade. Assim, quando o açúcar aparece antes do cacau, significa que está presente em maior proporção na fórmula — um indicativo menos favorável sob o aspecto nutricional.

Especialistas apontam que alguns critérios simples podem ajudar o consumidor a fazer escolhas mais conscientes na hora de comprar ovos de Páscoa. A análise do rótulo é essencial para identificar a qualidade do produto e evitar opções com alto grau de processamento.

Entre as principais recomendações está a preferência por produtos em que o cacau aparece entre os primeiros ingredientes da lista, indicando maior concentração do componente. Por outro lado, quando o açúcar surge antes do cacau, isso pode sinalizar uma composição menos equilibrada do ponto de vista nutricional.

Especialistas também orientam optar por produtos com listas de ingredientes mais curtas e compostas por itens conhecidos, além de evitar versões com muitos recheios, camadas ou aditivos, que tendem a elevar o teor de açúcar e gordura.

Outro ponto de atenção são os selos de alerta presentes nas embalagens, que indicam altos níveis de açúcar e gordura saturada e servem como um importante guia para o consumidor no momento da escolha.

O percentual de cacau é um dos principais indicadores de qualidade do chocolate, mas não deve ser analisado de forma isolada. Em geral, quanto maior o teor de cacau, menor tende a ser a quantidade de açúcar e maior a presença de compostos bioativos, como os flavonoides, associados a benefícios cardiovasculares.

Na prática, os tipos mais comuns de chocolate apresentam diferenças claras na composição. O chocolate ao leite, com teor entre 25% e 45% de cacau, costuma ter maior quantidade de açúcar e leite, além de menor concentração de cacau. Já as versões com 50% a 60% representam uma alternativa intermediária, com redução gradual de açúcar. Produtos com 70% ou mais de cacau, por sua vez, concentram maior quantidade do ingrediente, além de mais flavonoides e, em geral, menos açúcar.

Além da porcentagem, especialistas destacam a importância de observar o tipo de derivado de cacau presente na composição. A massa de cacau é considerada a forma mais completa, por reunir gordura e sólidos do ingrediente. A manteiga de cacau corresponde à parte gordurosa, com menor teor de antioxidantes, enquanto o cacau em pó possui menos gordura e maior concentração de compostos fenólicos.

Na hora da escolha, a orientação é priorizar chocolates com pelo menos 50% de cacau —preferencialmente acima de 70%—, desde que a lista de ingredientes seja simples e equilibrada.

Outro ponto de atenção são os componentes que podem passar despercebidos no rótulo, mas impactam diretamente a qualidade nutricional. Diferentes formas de açúcar, como xarope de glicose, maltodextrina, açúcar invertido e frutose, podem aparecer distribuídas na lista de ingredientes, o que dificulta a identificação da quantidade total adicionada ao produto.

Crédito: Getty Images/iStockphoto.

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