Pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (12) aponta um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento indica 46% das intenções de voto para o senador e 45% para o atual presidente.
Em meio ao ambiente pré-eleitoral, ambos intensificaram discursos sobre o endividamento das famílias brasileiras e o avanço das apostas esportivas no país.
Neste domingo (13), Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que coloca o tema no centro do debate público. Segundo ele, a crise financeira atinge mais de 80 milhões de brasileiros, com críticas ao nível de juros e à carga tributária. O parlamentar também relacionou o crescimento das apostas online, conhecidas como “bets”, ao aumento do endividamento, especialmente entre a população de baixa renda.
“Tem um monte de gente se iludindo e achando que vai ganhar dinheiro apostando até o que não tem; perde tudo e ainda fica endividado”, afirmou.
O tema também foi abordado por Lula ao longo da semana. Em entrevista ao ICL Notícias, o presidente declarou que o governo pretende adotar medidas mais rígidas para regulamentar as plataformas de apostas, destacando o impacto no orçamento das famílias. Segundo ele, o fenômeno representa uma nova forma de expansão dos jogos de azar dentro das residências.
A discussão ocorre meses após a sanção da Lei 14.790, em janeiro deste ano, que regulamenta o mercado de apostas de quota fixa no Brasil. A legislação estabelece regras de operação, critérios de tributação e destinação de recursos para áreas como seguridade social, educação, saúde, esporte e segurança pública, além de prever a cobrança de 15% de Imposto de Renda sobre o lucro líquido dos prêmios.
Dados de pesquisas qualitativas da Quaest indicam que, apesar de indicadores econômicos positivos, como aumento de renda e queda do desemprego, parte da população ainda enfrenta dificuldades financeiras. Os levantamentos apontam, ainda, que muitos homens realizam apostas online de forma individual e, em alguns casos, sem o conhecimento de familiares, acumulando perdas no orçamento doméstico.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o endividamento — agravado por gastos com apostas — tem reduzido a percepção de melhora econômica, mesmo com medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Para enfrentar o problema, o governo federal prepara um novo programa de renegociação de dívidas voltado a famílias de baixa renda, com previsão de descontos que podem chegar a até 80% sobre débitos vinculados ao FGTS.
































